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Blog do Diego

Tecnologia e Software Livre

A Autenticação de usuários e senhas  na grande maioria das distribuições é feita pelo mecanismo de autenticação denominado PAM, que significa Pluggable Authentication Modules, que funciona como uma camada de abstração que fornece um meio de autenticação a todos os programas que tiverem suporte a ele. A distribuições derivadas do Slackware são as únicas que não utilizam o PAM, pois segundo o principal desenvolver, o PAM é um “queijo suiço”.

O diretório /etc/pam.d mostra os serviços que atualmente usam o mecanismo de autenticação do PAM. Este diretório contém o arquivo “su” que contém os módulos do PAM usados para possibilitar que um usuário vire root, desta forma, vamos adicionar a seguinte linha neste arquivo:

auth required pam_wheel.so  group=adm

Esta linha orienta o PAM a somente permitir o uso com sucesso do comando “su” para os usuários que pertencerem ao grupo “admin“, este grupo existe por padrão na distribuições baseadas no Ubuntu e nele estão incluídos todos os usuários que tem permissão de administrar o sistema, ou seja, o grupo dos administradores. Com esta alteração, somente os usuários que estiverem neste grupo poderão usar o comando “su“.

Caso necessite adicionar usuários ao grupo “admin” utilize o comando a seguir:

# adduser usuario admin

Lembrando de substituir “usuario” pelo nome do usuário que que incluir no grupo “root”

Para conhecer melhor o funcionamento do PAM e as suas opções, acesse o link abaixo, é parte da documentação do Conectiva Linux 10, possui uma excelente referência em portugues, descrevendo os principais detalhes do mecanismo de autenticação PAM. Apesar de ser uma referência antiga, é muito didática e funcional, servindo como um ótimo ponto de partida para quem dejesa conhecer melhor os detalhes de um processo de autenticação.

http://www.conectiva.com/doc/livros/online/10.0/servidor/pt_BR/ch15s03.html#seg-pam

Outras referências:

http://www.kernel.org/pub/linux/libs/pam/Linux-PAM-html/Linux-PAM_SAG.html

A CodeWeavers desenvolve aplicativos comerciais que possuem o objetivo de trazer compatibilidade de aplicações Windows para o Linux e Mac. O desenvolvimento é feito com base no WINE, sigla para Wine is Not Emulator. Entre os Softwares desenvolvidos estão o CrossOver Linux e Crossover Mac que possuem a função de executar aplicações do Windows no Linux e Mac OS e o Crossover Games que possibilita a execução de aproximadamente 180 jogos do Windows no Linux ou MAC.

A CodeWeavers anunciou no Blog da Companhia que um dos planos da empresa para 2009 é aperfeiçoar o Crossover Games para suportar o DirectX 10. Segundo informado a compatibilidade com DirectX 9 está quase concluída e estão se preparando para trabalhar na compatibilidade com a versão 10. É interessante analisar que o DirectX 10 foi lançado somente para o Windows Vista e não possui compatibilidade com o Windows XP, isto pode ser um fator complicador para a empresa, pois a API do Wine ainda não é compatível com o Windows Vista.

cxlogo_games
products_cxgames

Além do ambicioso objetivo acima, também teremos novidades dos próximos meses com as aplicações CrossOver Linux 8.0 e CrossOver Mac 8.0. A versão 8 suportará a execução do Internet Explorer 7, QuickBooks, Quicken 2009, Photoshop CS3 e melhorias no suporte ao Ms. Outlook. Também está planejado uma revisão na interface do CrossOver para Linux que torne mais fácil seu uso.

Fonte: http://www.muylinux.com/2009/03/11/directx-10-pronto-en-linux/

Muitos são os lugares, principalmente empresas e Faculdades que proíbem o uso do msn em suas redes. Eu poderia escrever um artigo sobre os diversos motivos que levam uma organização a bloquear a utilização de ferramentas de comunicação instantânea, mas o foco de tutorial é outro.

Hoje existem diversas ferramentas que permitem driblar esses bloqueios, dentre os mais utilizados posso destacar o uso de proxys alternativas e webproxys. Mas neste texto vou apresentar uma forma simples de se conectar no msn utilizando o cliente de mensagens instantâneas Amsn que possui versões para os principais sistemas operacionais Linux, Mac OS e Windows.

A versão utilizadas do Amsn é a0.97 RC1 disponível para download no Site do Projeto http://www.amsn-project.net

Esta versão trouxe diversas melhorias em relação a sua ultima versão, agora possui suporte a clips de voz, mensagens offline, tem uma novo formato para a lista de contatos, novo skin e com suporte a mais webcams.

Bom, mas seguindo com a dica, o amsn possui três formas de conectar na rede do msn, na primeira utiliza a porta de comunicação padrão que é a 1863, esta normalmente é porta que fica bloqueada nos servidores da empresas e faculdades impedindo a sua utilização. A segunda forma de conexão, é utilizar um servidor proxy qualquer, esse formato consiste em configurar no amsn o IP e a porta de comunicar do servidor proxy, no site http://www.publicproxyservers.com/ existe uma listagem com diversos servidores proxys disponíveis gratuitamente.

Mas o foco principal deste tutorial é utilizar a terceira opção disponível no amsn que é a conexão utilizando o protocolo http na porta 80 do servidor, este recurso possibilita a autenticação na rede do msn pela mesma porta que estão disponíveis as páginas de internet e dificilmente esta porta será bloqueada pelo administrador da rede, pois isto impediria o acesso a sites na internet.

Para utilizar essa opção na configuração do amsn, acesse o menu Conta e clique em preferências, será aberta a caixa de dialogo com as configurações do Amsn, acesse a aba Ligação. Nesta aba estão as configurações de conexão com a internet do Amsn e os tipos de conexão citados anteriormente. Escolha a opção “Ligar usando método HTTP (usa o protocolo HTTP na porta 80)“. Para finalizar a configuração, clique no botão guardar para salvar as alterações na configuração e tente se logar no msn.

Por ser uma conexão feita na porta 80, em meus teste, esta demonstrou ser mais lenta do que a conexão direta pela porta 1863, mas é uma boa alternativa para acessar os msn em redes bloqueadas.

Muitas empresas utilizam Modems Conexant nos seus notebooks. Estes modems possuem um bom suporte no Linux, mas o driver correspondente é mantido pela Linuxant que fornece uma versão limitada do driver que funciona com velocidade de 14.4 Kbs e outra versão paga que é vendida no site http://www.linuxant.com/ pelo valor de U$ 19.99. A Conexant, empresa que desenvolve o modem disponibilizou um modulo binário que controla as principais funções do modem e o restante do driver passou a ser desenvolvido pela Linuxant que oferece suporte ao dispositivo. A versão paga não possue nenhuma limitação de velocidade, mas só vale a pena ser adquirida se você possue um notebook e precisa utilizar conexão discada, caso tenha um Desktop, compensa comprar um outro modem que tenha suporte no linux por um preço possivelmente menor que o driver da linuxant.

Caso tenha necessidade de utilizar o modem, baixe a versão Free e teste para ver se funciona, caso seja funcional, adquira a versão full no site da Linuxant através do link https://www.linuxant.com/store/. Ao adquirir a licença, será fornecido uma chave para ativação da versão Full do driver.

Obtendo o Drive

Inicialmente é necessário obter a ultima versão do driver no site da Linuxant:

http://www.linuxant.com/drivers/hsf/full/downloads.php

Nesta pagina, está disponível o driver compilado para diversas distribuições, tais como: Fedora Core, Ubuntu, Knoppix, Red Hat Linux Enterprise, Mandriva e outros. Essa disponibilidade se restringe a algumas versões destas distribuições. Também está disponível pacotes em formato RPM, DEB e tar.gz que provalvelmente funcionarão na maiorias das distribuições. Para esta instalação, irei a utilizar a versão .tar.gz permitindo que estes passos possam ser seguidos em outras distribuições.

Para executar os comandos deste tutorial, é necessário algumas considerações:

  • Comandos que começam com o simbolo “$” podem ser executados por um usuário comum do sistema.

  • Comandos que começam com o simbolo “#” devem ser executado como root.

A ultima versão disponível (Abril de 2007) é a 7.60.00.02 que pode ser obtida diretamente no Link:

http://www.linuxant.com/drivers/hsf/full/archive/hsfmodem-7.60.00.02full/hsfmodem-7.60.00.02full.tar.gz

Execute os comandos:
$ cd
$ mkdir hsfmodem
$ cd hsfmodem
$ wget -c http://www.linuxant.com/drivers/hsf/full/archive/hsfmodem-7.60.00.02full/hsfmodem-7.60.00.02full.tar.gz


Para instalação do driver, é necessário que os compiladores e bibliotecas básicos e o kernel-source estejam instalados no sistema. No caso do Ubuntu, a instalação pode ser realizada através do comando:
$ sudo apt-get install linux-source build-essential
Antes da instalação

Antes de iniciar a instalação do driver, é necessário remover as versões antigas do drive instaladas no sistema (caso exista). Se a instalação foi realizada através de um pacote DEB, utilize o comando:
$ sudo apt-get remove hsfmodem
Em distribuições com pacotes RPM o comando seria:
# rpm -e hsfmodem
Caso a instalação tenha sido realizada através de um pacote tar.gz, entre na pasta com o instalador e utilize o comando:
# make uninstall
Instalação

Se você baixou a versão tar.gz do pacote, siga os passos abaixo para realizar a instalação:

Entre na pasta em que baixou o driver e extraia o pacote com o comando:

$ tar -zxvf hsfmodem-7.60.00.02full.tar.gz.

Entre no diretório onde o pacote foi extraido:

$ cd hsfmodem-7.60.00.02full/

Logado como root execute o comando a seguir para instalar o driver:

# make install

Se algum erro acontecer durante está etapa, verifique se possue instalado os compiladores básicos e o kernel-source conforme foi descrito no inicio do tutorial. Muitos erros que podem acontecer com você, já devem ter acontecido com outras pessoas, e provalmente uma pesquisa pela internet lhe encaminhe para alguma solução.

Para finalizar, execute o comando a seguir para configurar o seu modem e terminar a instalação:

# hsfconfig

Esse comando executa um script que termina o processo de instalação e executa a configuração do modem. O script faz algumas solicitações ao usuário, quando for perguntado a localidade, digite BRAZIL tudo em maisculo e com a letra Z.

Outra pergunta importante realiza pelo script é a licença utilizada, caso tenha comprado a licença para a versão full do driver digite o código fornecido, caso contrário digite FREE para utilizar a licença gratuita que possui a limitação da conexão a 14.4 Kbs.

Se durante a instalação for apresenta a mensagem abaixo:

Warning: no device detected by hsf driver – HDA modems may require reboot

Será necessário reiniciar o sistema para que o modem seja detectado. Após reiniciar execute novamente o comando hsfconfig para reiniciar a instalação.

Segue algums comandos que podem vir a ser uteis após a instalação:

  • "hsfconfig --license" : Comando para inserir chave de registro;

  • "hsfconfig --region" : Comando para alterar configurações de região como por exemplo outra localidade;
  • "hsfstop" : Comando para descarregar o módulo.
  • "hsfconfig --uninstall" : Comando para desinstalar o driver

A instalação deste driver permite corrigir um outro problema existente ao instalar uma distribuição linux no Notebook Hp Pavillion série DV2000. Este notebook ao que tudo indica possui duas placas de som, uma Nvidia Nforce que é utilizada na saida de som (alto falantes) e outra fabricada pela Conexant que é responsável pela saida para o fone de ouvido, entrada do microfone, etc.. A utilização de um fone de ouvido faz com que a saída de som deixe de ser direcionada pela placa Nforce e seja passada para a placa da Conexant.

Normalmente na instalação da distribuição linux (no caso ubuntu), somente a placa Nforce é reconhecida e carregada fazendo com que somente os alto falantes funcionem e a saida para o Fone de ouvido e entrada do microfone não funcione.

Após realizar a instalação do Driver do modem Conexant, aconteceu desta placa funcionar, como tanto a placa de som quanto o modem são fabricados pelo mesmo fabricante, resolvi verificar quais os dispositivos suportados pelo Driver e pude constatar que a partir da versão 7.47.00.07 do driver, foi implementado o suporte a placa de som da Conexant.

Todos esses passos foram realizados com sucessos no Ubuntu Linux versões 6.10 e 7.04.

Referencias: http://www.linuxant.com/drivers/hsf/index.php

Uma das grandes dificuldades que tive ao comprar meu notebook, foi fazer a webcam que vem integrada funcionar no linux. Ao consultar o modelo da webcam através do comando lsusb temos que ela possui o ID 0c45:62c0 Microdia, este modelo de placa é suportado pelo Driver UVC que pode ser obtido através do comando abaixo:

svn checkout http://svn.berlios.de/svnroot/repos/linux-uvc/

Este comando baixa automaticamente a ultima versão disponível do driver no site do projeto. Caso vc nao tenha o comando svn, instale através do comando sudo apt-get install subversion ou caso não utilize ubuntu, ou outro derivado do debian, instale através do gerenciador de pacotes disponível na sua distribuição. No site http://linux-uvc.berlios.de você pode obter mais informações sobre quais são os modelos de webcams suportados, os objetivos do projeto e também poderá acompanhar o desenvolvimento do projeto.

A Webcam é compatível com o V4L2 (VideoForLinux2) e não funcionam com o V4L normal. Atualmente (março de 2007) somente os programas amsn 0.9.7 beta e o Ekiga Softfone reconheceram minha Webcam, outros programas tais como, Xawtv, mplayer, camorama, EasyCam e EasyCam2, alguns simplesmente não reconhecem e outros apresentam algum erro na inicialização do programa.

Para continuar a instalação do Driver, execute os comandos a seguir:

cd linux-uvc/linux-uvc/trunk/
make
sudo make install
modprobe uvcvideo

Se aparecer alguma mensagem de erro ao compilar, verifique se possui o pacote build-essential instalado no seu sistema. Para instalar no ubuntu linux, execute o comando sudo apt-get install build-essential. Este comando instalará os compiladores e bibliotecas básicas para que consiga compilar a maioria dos códigos fontes em C que baixar.

Com estes comandos, provavelmente sua webcam, já estará pronta para funcionar, para testar abre o Ekiga Softphone ou o amsn 0.9.7 e veja se tudo funcionou. Em qualquer um dos casos, escolha a opção V4L2.

Obs: Esta instalação foi realizada no Ubuntu Linux 6.10.